Um Tesouro Acessível

O que é Ayurveda?

Ayurveda é uma palavra originada de duas raízes do Sânscrito: Ayu = Vida e Veda _ conhecimento ou ciência. Portanto temos Ayurveda – a Ciência da Vida.
Este antigo conhecimento surgiu cerca de 5.000 anos atrás na planície gangética ao noroeste da Índia. Esse sistema foi desenvolvido apartir de observações da natureza e estado alterado de consciência por praticas de meditação, pelos antigos sábios ( rishis) com o intuito de preservar a vida através de nosso bem físico mais precioso – a Saúde plena.

Quais são as bases de Ayurveda?

Ao longo dos séculos Ayurveda vem mantendo-se fiel a seus princípios e provando sua eficácia não só na preservação da saúde bem como na extirpação da doença já manifesta.
Um dos alicerces de conhecimento é a Teoria Tridosha. Tal teoria define que tudo na natureza está sujeita as combinações e concentrações de três humores biológicos , conhecidos em Ayurveda como doshas.

O que são Doshas?

Dosha pode ser traduzido como humores ou desequilíbrio.eles são em numero de três Vata, pitta e Kapha. São formados a partir do agrupamento de cinco grande elementos comuns a tudo na natureza. Esses elementos são em número de cinco os quais também são conhecidos como “ pancha mahabhutas”.
Pancha =5 Maha = grande Bhuthas= elementos
Esses elementos são:
Éter, Ar , Fogo, Água e Terra

Como acontece essa aglutinação para formação dos Doshas ?

Esse agrupamento acontece por um grau energético de sutileza e densificação.
Éter + Ar = Vata
Fogo + Água = Pitta
Água + Terra = Kapha

Como podemos sentir ou visualizar o doshas na Natureza ou em nós mesmos?

Os Doshas não podem ser vistos já que são energias sutis. Contudo podem ser sentidos em tudo que está presente na Natureza:
Estações do Ano, Horas do dia, Nossa constituição física, nosso metabolismo, nos sabores dos alimentos...E muito mais!

Pode uma pessoa ou alimento ser totalmente influenciada ou dominada por um dosha?

Sim. Se uma pessoa tiver o biótipo e ou o metabolismo que se enquadre nos Atributos de Vata, dizemos que essa pessoa é ou está muito Vata, muito embora ela tenha os outros dois doshas em menor concentração ou desequilíbrio.

Como posso reconhecer os doshas em uma pessoa?

Conforme falamos anteriormente, os doshas não pode ser vistos. Mas podem ser reconhecidos através de suas qualidades ou atributos. Á saber;
Vata - Frio, seco, áspero , muita mobilidade e agitação, pouca vitalidade, medroso
Pitta – Quente, levemente oleoso, impetuoso, muita vitalidade, cáustico, colérico
Kapha – Frio, Oleoso, pesado, lento, alta resistência, amoroso

Quando é definido os doshas de uma pessoa?

Na verdade a constituição de uma pessoa ( Prakruti) pode ser comparada a carga genética da medicina moderna. No momento da fecundação é definido essa essência. Seja pelos fatores energéticos dos pais, seja pela época do ano, pelo tipo de alimentação dos progenitores ou ainda fatores sociais externos.
Da mesma forma que uma pessoa não pode modificar seu DNA, o mesmo se aplica para a essência desse indivíduo. O que pode ocorrer é um distanciamento de sua essência (Prakruti) tornando o indivíduo desequilibrado e exposto á doenças (Vikruti).

Qual o entendimento da relação Saúde / Doença sob a ótica de Ayurveda?

Para Ayurveda quanto maior for a proximidade do paciente á sua Prakruti, melhor estará sua Saúde, quanto maior for sua Vikruti ou desequilíbrio , maior será á exposição á doença.

Como pode ser atingido esse equilíbrio?

Através de práticas coerentes com seu biótipo, o qual é definido pela concentração individual dos doshas.Tais práticas incluem uma rotina diária saudável (Dina Charya), praticas de Yoga, Alimentação compatível com o biótipo e a época do ano, bons pensamento e postura otimista perante a vida além de práticas meditativas.


Além das praticas acima, quais são as principais ferramentas de manutenção de Ayurveda?

A visão ocidental , prega que o corpo humano é uma máquina....Dessa forma toda máquina precisa de óleo!


A oleação conhecida em Ayurveda como Snehana é um dos grandes fatores mantenedores da Saúde. Seja por meio da tradicional massagem Ayurvédica (Abhyanga) ou pela ingestão de manteiga clarificada conhecida como Ghee



Quando esses métodos não são seguidos e o desequilíbrio se agrava ao longo do tempo , qual é a resposta de Ayurveda?

O abuso de todas as condições desfavoráveis á saúde , como vimos tornam o indivíduo exposto a toda gama de doenças pertinente áquele Dosha. Embora ayurveda seja uma medicina basicamente de profilaxia, métodos específicos são usados para essa reversão, a qual acontece de maneira sistemática, precisa , segura e natural.

Que métodos seriam esses?

Inicialmente Ayurveda utiliza-se de várias formas de redução das causas da doença ou do dosha que está por trás dela. Seja através de Abhyanga, de Snehana Interno e Externo, dietas pacificadoras, e ervas que venham melhorar ou restaurar o poder de digestão, também chamado em Ayurveda de Agni.
A esse conjunto de técnicas pacificadoras damos o nome de Shamana.


Ás vezes muitos pacientes só procuram o médico ou orientação terapêutica quando muito dos sintomas já estão bastante presentes. Qual o procedimento de Ayurveda pra esses indivíduos?

Ayurveda destina á esses casos quando todos os métodos de pacificação não mais se aplicam, Panchakarma.

O que é Panchakarma?

Pancha = Cinco Karma = Métodos ou Ações
São o s cincos procedimentos que após o preparo adequado do paciente retiram a doença de seus locais, fazendo que essa energia possa ser drenada para fora do corpo.
Para realização desse procedimento é necessário médico ou autoridade competente para a realização. Panchakarma necessita tempo, doutrina e técnica.

Sabemos hoje que muitos de nossos problemas de saúde originam-se na baixa qualidade dos alimentos que ingerimos. Como Ayurveda lida com o aspecto nutricional do Paciente?

Ayurveda tem conceitos diferentes do que é proposto no ocidente. Ao invés de dividir os alimentos em grupos como carboidratos, proteínas , lipídios e glicídios, Ayurveda classifica os alimentos em cinco sabores cujas propriedades irão nutrir os doshas além de equilibrá-los. Esses sabores vão alem da percepção que temos ao tocá-los com a língua. Eles são avaliados no que diz respeito ao seu comportamento em todo o processo da digestão.

Muitos tratamentos se tornaram , digamos carros chefes de Ayurveda em sua chegada no Ocidente algumas décadas atrás. Dentre esse tratamento Shirodhara sempre é citado . No que consiste esse método?



Shiro = Cabeça Dhara= Fluxo contínuo

Consiste em deixar fluir continuamente líquido medicado na região do terceiro olho, com intuitode acalmar as energias que possam estar desestabilizando sistema nervoso central.
Dependendo do dosha a ser tratado esse líquido pode ser óleo morno, leite ou uma mistura de soro do leite e ervas medicinais.

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Filosofias Hindu

O Hinduísmo é uma religião henoteísta tradicional da Índia. Considerada a mais antiga das grandes religiões do mundo ainda em prática, o hinduísmo é caracterizado por uma diversidade de sistemas de crenças, práticas e escrituras. Tem origem na antiga cultura Védica em cerca de 3000_a.C.. É a terceira maior religião do mundo com aproximadamente 1050 milhões de seguidores, 96% dos quais no subcontinente indiano. Mas também é influente em Bangladesh, Nepal, Indonésia, Sri Lanka, e no Paquistão.

Embora seja geralmente mencionado como uma religião específica, o hinduísmo é mais corretamente descrito como um conjunto de religiões com uma linguagem em comum, pois tem pouca ou nenhuma organização central ou base teológica compartilhada.

De uma forma geral, é uma das religiões mais tolerantes conhecidas, exceto pelo sistema de castas. Os hindus seguem um sistema estrito de castas que determina o status de cada pessoa. O nascimento em uma determinada casta é o resultado do karma produzido em vidas passadas. Somente membros das castas mais elevadas, brâmanes, podem realizar os rituais hindus e ter posições de autoridade nos templos hindus.

"Hinduísmo" é uma palavra que originalmente indicava uma região geográfica. Por esse motivo, alguns grupos indianos mais tradicionalistas defendem que a religião é mais adequadamente chamada de Sanatana Dharma, significando "Religião Eterna".

A teologia hinduísta se fundamenta no culto aos Avatares da divindade suprema, Brahma. Particular destaque é dado à Trimurti - um trindade constituída por Brahma, Shiva e Vishnu. Pode parecer estranho para os padrões de uma cultura cristã, mas o culto direto aos membros da Trimurti é relativamente raro - em vez disso, costumam-se cultuar avatares mais específicos e mais próximos da realidade cultural e psicológica dos praticantes, como por exemplo Krishna, Avatar de Vishnu e personagem central do Bhagavad Gita.

Embora se afirme ter sido na cultura hinduísta que tiveram origem três outras importantes religiões o budismo, o jainismo e o sikhismo, os indólogos colocam o jainismo como bem anterior ao bramanismo que originou o hinduísmo, e o budismo guarda relação com o jainismo e o Sankhya-Yoga.

Talvez o espírito hindu, que não foi inspirado por um homem ou mulher em particular, possa ser melhor compreendido nos Rig Veda, a "mais antiga escritura religiosa do mundo." (1):
Transliteração: ekam sat vipraaha bahudaa vadanti
Português: "A verdade é única, embora os sábios a conheçam como muitas."

— Rig Veda (Livro I, Hino CLXIV, Verso 46)

Essencialmente, qualquer forma de prática espiritual seguida com fé, amor e persistência levará ao mesmo estado final de auto-realização. Portanto, o pensamento hindu se distingue por encorajar enfaticamente a tolerância pelas diferentes crenças, desde que sistemas temporais não podem declarar serer a única compreensão da Verdade Transcendental.

Para os hindus, essa idéia tem sido uma força ativa na definição do 'Dharma Eterno'. É para o hinduísmo o que o infinito Ser Divino de Advaita é para a existência, permanecendo eternamente imutável e auto-iluminado, central e penetrante, a despeito de todo o caos à sua volta.

Hinduísmo: uma visão geral
Om (ou Aum) é o mais importante símbolo religioso do Hinduísmo, e significa o Espírito Cósmico
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Om (ou Aum) é o mais importante símbolo religioso do Hinduísmo, e significa o Espírito Cósmico

O hinduísmo repousa sobre o fundamento espiritual dos Vedas, sendo por isso conhecido como o Dharma Veda, e nos escritos meditativos destes, os Upanishads, bem como nos ensinamentos de muitos gurus que viveram ao longo dos tempos. Muitas correntes de pensamento partem das seis escolas védicas/hindus, das seitas Bhakti e das escolas Tantra Agamicas para dar origem ao oceano hinduísta, a primeira das religiões dhármicas.
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O Caminho eterno

"O caminho eterno" (em Sânscrito सनातन
धर्म, Sanātana Dharma), ou a "Filosofia perene/Harmonia/Fé", é o nome que tem sido usado para representar o hinduísmo desde a antiguidade. De acordo com os hindus, transmite a idéia de que certos princípios espirituais são intrinsecamente verdadeiros e eternos, transcendendo as acções humanas, representando uma ciência pura da consciência. Mas essa consciência não é meramente aquela do corpo, da mente ou do intelecto, mas a de um estado de espírito supramental que existe dentro e além de nossa existência, o imaculado Ser de tudo. A religião dos hindus é a busca inata pelo divino dentro do Ser, a busca por encontrar a Verdade que nunca foi perdida de fato. Verdade buscada com fé que poderá tornar-se reconfortante luminosidade independente da raça ou do credo professado. Na verdade, toda forma de existência, dos vegetais e animais até o homem, são sujeitos e objetos do eterno Dharma. Essa fé inata, então, é também conhecida por Arya/Dharma Nobre, Veda/Dharma do Conhecimento, Yoga/Dharma da União, e Dharma Hindu ou simplesmente Dharma.

O que pode ser compreendido como uma crença comum a todos os hindus são o Dharma, a reencarnação, o karma, e a moksha (liberação) de cada alma através de variadas ações de cunho moral e da meditação yoga. Entre os princípios fundamentais incluem-se ainda o ahimsa (não-violência), com a primazia do Guru, a palavra divina Aum e o poder do mantra, amor à verdade em muitas manifestações como Deus e Deusas, e a compreensão de que a chama divina essencial (Atman/Brahman) está presente em cada ser humano e em todas as criaturas viventes, que podem chegar por diversas sendas à Verdade Una.
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Yoga Dharma

Uma das formas práticas do hinduísmo é a Yoga que significa União, são (práticas espirituais), conhecidas como bhakti (amor, devoção), karma yoga (serviço altruísta), Raja Yoga (meditação) e Jñana Yoga (Yoga da discriminação). São descritos nos dois principais textos do Hinduismo Yoga: O Bhagavad Gita e Yoga Sutras de Patanjali. Os Upanishads são também de fundamental importância como fundamentos filosóficos para este espiritualismo racional.
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Os quatro objetivos na vida

Outro maior aspecto do Dharma Hindu que é uma prática comum de todos os Hindus é o purushartha, ou "quatro objetivos da vida". Eles são kama, artha, dharma e moksha. É dito que todos os homens seguem o kama (prazer, físico ou emocional) e artha (poder, fama e riqueza), mas brevemente, com maturidade, ele aprendem a controlar estes desejos, com o dharma, ou a harmonia moral presente em toda a natureza. O objetivo maior é infinito, cujo resultado é a absoluta felicidade, moksha, ou liberação, também conhecida como Mukti, Samadhi, Nirvana, etc.) do Samsara, o ciclo da vida, morte, e da existência dual.
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Os quatro estágios da vida humana

A vida humana também é vista como quatro Ashramas ("fases"ou "estágios"). Eles são Brahmacharya, Grihasthya, Vanaprastha e Sanyasa. O primeiro quarto da vida, brahmacharya (literalmente "pastar em Brahma") é passado em celibato, sobriedade e pura contemplação dos segredos da vida sob os cuidados de um Guru, solidificando o corpo e a mente para as responsabilidades da vida. Grihastya é o estágio do chefe de família, alternativamente conhecido como samsara, no qual o indivíduo se casa para satisfazer kama e artha na vida conjugal e em uma carreira profissional. Vanaprastha é o gradual desapego do mundo material, ostensivamente entregando seus deveres aos filhos e filhas, e passando mais tempo em contemplação da verdade, e em peregrinações santas. Finalmente, no sanyasa, o individuo vai para reclusão, geralmente em uma floresta, para encontrar Deus através da meditação Yogica e pacificamente libertar-se de seu corpo para uma próxima vida.


Origens, nomenclatura e sociedade

Origens históricas e aspectos sociais

Pouco é conhecido sobre a origem do hinduísmo, já que sua existência antecede os registros históricos. É dito que o hinduísmo deriva das crenças dos Arianos, que residiam nos continentes sub-indianos, ('nobres' seguidores dos Vedas), Dravidianos, e Harappanos. Alguns dizem que do hinduísmo nasceu com o budismo e o jainismo, mas Heinrich Zimmer e outros indólogos afirmam que o jainismo é muito anterior ao hinduísmo, e que o budismo deriva deste e do sankhya que em conseqüência afetaram o desenvolvimento de sua religião mãe. Diversas são as idéias sobre as origens dos Vedas e a compreensão se os Arianos eram ou não nativos ou estrangeiros na Índia. A existência do hinduísmo data de 4000 a 6000 mil anos a.C..

É preciso salientar que há, atualmente, dúvidas entre os estudiosos sobre ter ou não havido uma invasão ariana na Índia. Questiona-se sobre a miscigenação lenta, em lugar de invasão violenta, com os dravidianos e outros povos de origem autóctone e mesmo mediterrânea, existentes na região antes da chegada dos pastores-guerreiros vindos da Europa. Isto coloca em questão também a origem do hinduísmo. Como reforço a esta hipótese, a análise dos Rig Vedas mais antigos (cerca de 1500 a.C.) mostra uma série de fórmulas mágicas de propriedade de famílias no poder, sem qualquer indicação das práticas de ioga que acompanham a filosofia sankhya, e que são documentadas em selos de cerca de 2500/ a.C.


Historicamente, a palavra hindu antecende o hinduísmo como religião; o termo é de origem persa e primeiramente referia-se ao povo que residia no outro lado (do ponto de vista Persa) do Sindhu ou Rio Indus. Foi utilizado para expressar não somente a etnicidade mas a religião Védica desde o século XV e XVI, por personalidades como Guru Nanak (fundador do sikhismo). Durante o Império Britânico, a utilização do termo tornou-se comum, e eventualmente, a religião dos Hindus Védicos foi denominada 'hinduísmo.' Na verdade, foi meramente uma nova vestimenta para uma cultura que vinha prosperando desde a mais remota antiguidade.
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Distribuição geográfica atual

A Índia, a Ilha Maurícia, e o Nepal assim como a ilha indonésia de Bali têm como religião predominante o hinduísmo; importantes minorias hindus existem em Bangladesh (11 milhões), Myanmar (7,1 milhões), Sri Lanka (2.5 milhões), Estados Unidos (2,5 milhões), Paquistão (4,3 milhões), África do Sul (1,2 milhões), Reino Unido (1,5 milhão), Malásia (1,1 milhão), Canadá (1 milhão), Ilhas Fiji (500 mil), Trinidad e Tobago (500 mil), Guiana (400 mil), Holanda (400 mil), Cingapura (300 mil) e Suriname (200 mil).
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Filosofia Hindu: as seis escolas védicas de pensamento

As seis Astika (aceitando a autoridade dos Vedas), ou escolas filosóficas ortodoxas Hindu são Nyaya, Vaisheshika, Sankhya, Yoga, Purva Mimamsa também denominadas ('Mimamsa'), Uttara Mimamsa e 'Vedanta'). As escolas não Védicas são denominadas Nastika, ou heterodoxas, e referem-se ao budismo, jainismo e Lokayata. As escolas que continuam a influênciar o hinduísmo hoje são Purva Mimamsa, Yoga, e Vedanta.
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Purva Mimamsa

O principal objetivo do Purva ("cedo") ou da escola Mimamsa era estabelecer a autoridade dos Vedas. Consequentemente a valiosa contribuição desta escola ao hinduísmo foi a formulação das regras da interpretação Védica. Seus aderentes acreditavam que a revelação deveria ser provada através da razão, e não aceita como um dogma cego. Este metodo empírico e eminentemente sensível de aplicação religiosa é a chave para Sanatana/Hindu Dharma e foi especialmente desenvolvido por racionalistas como Adi Sankara e Swami Vivekananda. Para aprofundar-se mais neste tema veja Purva Mimamsa
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Yoga

Ver artigo principal Ioga.

O sistema de Yoga é geralmente considerado ter surgido da filosofia Samkhya. Entretanto a yoga referida aqui, é especialmente a Raja Yoga (ou união através da meditação). E é baseada em um texto (que exerceu grande influéncia) do santo Patanjali entitulado Yoga Sutras, e é essencialmente uma compilação e sistematização da filosofia da Yoga meditacional. Os Upanishads e o Bhagavad Gita também são textos indispensáveis ao estudo da Yoga.

A filosofia Sankhya é anterior ao bramanismo, filosofia que deu origem ao hinduísmo, como coloca o eminente indólogo Heinrich Zimmer em seu clássico Filosofias da Índia. Patanjali, monge do sul da Índia, onde até hoje a tradição tamil preserva elementos das filosofias pré-védicas, tinha formação no sistema sankhya-yoga, indissociável. O Sankhya foi compilado bem antes de Patanjali (que viveu no século II a.C., por Kapila, que viveu pouco tempo antes de Buda. Uma diferença importante entre sankhya e bramanismo é que o primeiro é dualista, e o segundo monista, mas ambos vêm o espírito, ou Deus, como imanente e transcendente ao mesmo tempo.

A diferença mais significante de Samkhya é que a escola de yoga não somente incorpora o conceito do Ishvara (ou Deus pessoal) em um uma visão do mundo metafísica mas também sustenta Ishvara como um ideal sobre o qual meditar. A razão é que Ishvara é o único aspecto de purusha (do infinito Terreno Divino) que não foi mesclado com prakrti (forças criativas temporárias). Também utiliza as terminologias Brahman/Atman e conceitos profundos dos Upanishads, Adotando uma visão vedantica monista. A realização do objetivo da Yoga é conhecido como moksha ou samadhi. E como nos Upanishads, busca, o despertar ou a compreensão de Atman como sendo nada mais que o infinito Brahman, através da (mente) ética, (corpo) físico meditação (alma) o único alvo de suas práticas é a 'verdade suprema.' Veja Yoga para aprofundar-se mais em sua história.
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Uttara Mimamsa: As Três Escolas de Vedanta

A Escola Uttara ("tarde") Mimamsa é talvez a pedra angular dos movimentos do Hinduísmo e certamente foi responsável por uma nova onda de investigação filosófica e meditativa, renovação da fé, e reformas culturais. Primeiramente associada com os Upanishad e seus comentários por Badarayana, e Vedanta Sutra, o pensamento Vedanta dividiu-se em três grupos, iniciados pelo pensamento e escrita ou Adi Sankara. A maioria da atual filosofia Hindu, está relacionada a mudanças que foram influenciadas pelo pensamento Vedantico, o qual é focalizado na meditação, moralidade e centralização no Eu uno ao invés de rituais ou distinções sociais insignificantes como as castas. Para aprofundar-se veja Vedanta.
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Puro Monismo: Advaita Vedanta

Advaita literalmente significa "não dois"; isto é o que referimos como monoteístico, ou sistema não dualístico, que enfatiza a unidade. Seu consolidador foi Shankara (788-820). Shankara expos suas teorias baseadas amplamente nos ensinamentos dos Upanishads e de seu guru Gaudapada. Através da analise da consciência experimental, ele expos a natureza relativa do mundo e estabeleceu a realidade não dual ou Brahman no qual Atman (a alma individual) ou Brahman (a realidade última) são absolutamente identificadas. Não é meramente uma filosofia, mas um sistema consciente de éticas aplicadas e meditação, direcionadas a obténção da paz e compreensão da verdade. Adi Shankara acusou as casta e insignificantes rituais ritual como tolos, e em sua própria maneira carismática, suplicou aos verdadeiros devotos a meditarem no amor de Deus e alcançarem a verdade. Veja Advaita para mais informações.
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Monismo Qualificado: Vishistadvaita Vedanta

Ramanuja (1040 - 1137) foi o principal proponente do conceito de Sriman Narayana como Brahman o supremo. Ele ensinou que a realidade última possui três aspectos: Ishvara (Vishnu), cit (alma) e acit (matéria). Vishnu é a única realidade independente, enquanto alma e material são dependentes de Deus para sua existência. Devido a esta qualificação da realidade Ultima, o sistema de Ramanuja é conhecido como não dualístico.
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Dualismo: Dvaita Vedanta

Ramanuja, Madhva (1199 - 1278) identificou deus com Vishnu, mas a sua visão da realidade era puramente dualista, pois ele compreendeu uma diferenciação fundamental entre o Deus supremo e a alma individual, e o sistema consequentemente foi denominado Dvaita (dualístico) Vedanta.
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Culturas Alternativas de Adoração


As Escolas Bhakti

A Escola Devocional Bhakti tem seu nome derivado do termo hindu que evoca a idéia de "amor prazeroso, abnegado e estupefante de Deus como Pai, Mãe, Filho Amados", ou qualquer outra forma de relacionamento que encontre apelo no coração do devoto. A filosofia de Bhakti procura usufruto pleno da divindade universal através da forma pessoal, o que explica a proliferação de tantas divindades na Índia, freqüentemente refletindo as inclinações particulares de pequenas áreas ou grupos de pessoas. Vista como uma forma de Yoga ou união, ele preconiza a necessidade de se dissolver o ego em Deus, na medida em que a consciência do corpo e a mente limitada, como individualidade, seriam fatores contrários à realização espiritual. Essencialmente, é Deus que promove toda mudança, que é a fonte de todos os trabalhos, que age através do amor e da luz. 'Sins' and evil-doings of the devotee are said to fall away of their own accord, the devotee shriven, limitedness even transcended, through the love of God. The Bhakti movements rejuvenated Hinduism through their intense expression of faith and their responsiveness to the emotional and philosophical needs of India. They can rightly be said to have affected the greatest wave of change in Hindu prayer and ritual since ancient times.

A mais popular forma de expressão de amor a Deus na tradição Hindu é através do puja, ou ritual de devoção, frequentemente utilizando o auxílio de murti (estátua) juntamente com canções ou recitação de orações meditacionais em forma de mantras. Canções Devocionais denominadas bhajan (escritas primeiramente nos séculos XIV-XVII), kirtan (elogio), e arti (uma forma filtrada do ritual de fogo Védico) são algumas vezes cantados juntamente com a realização do puja. Este sistema orgânico de devoção tenta auxiliar o Indivíduo a conectar-se com Deus através de meios simbolicos. Entretanto, é dito que bhakta, através de uma crescente conexão com Deus, é eventualmente capaz de evitar todas as formas externas e é inteiramente imerso na benção do indiferenciado amor a Verdade.


Tantrismo

A palavra "tantra" significa "tratado" ou "série continua ", e é aplicada a uma variedade de trabalhos místicos, ocultos, médicos e científicos bem como aqueles que agora nos consideramos como "tântricos". A maioria dos tantras foram escritos no final da Idade Média e surgiram da cosmologia Hindu e Yoga. Para mais informações veja Tantra.


Temas e simbolismos importantes no Hinduismo


Ahimsa e as vacas

É vital uma nota sobre o elemento Ahimsa no hinduísmo para compreender a sociedade que se formou à volta de alguns dos seus princípios. Enquanto o jainismo, à medida que era praticado, era certamente uma grande influência sobre a sociedade indiana - que dizer da sua exortação do estrito veganismo e da não-violência como Ahimsa - o termo primeiro apareceu nos Upanishads. Assim, uma influência internamente enraizada e externamente motivada levou ao desenvolvimento de uma grande secção de Hindús que acabaram por abraçar o vegetarianismo numa tentativa de respeitar formas superiores de vida, restringindo a sua dieta a plantas e vegetais. Cerca de 30% da população Hindú actual, especialmente em comunidades ortodoxas no Sul da Índia, em alguns estados do Norte como Gujarat e em vários enclaves Brahmin à volta do subcontinente, é vegetariana. Portanto, enquanto o vegetarianismo não é um dogma, é recomendado como sendo um estilo de vida sattwic (purificador).

Os hindús que comem carne abstêm-se predominantemente de bife, e alguns até vão tão longe quanto evitar produtos de pele. Isto acontece provavelmente porque o largamente pastoral povo Védico e as subsequentes gerações de hindús ao longo dos séculos dependiam tanto da vaca para todo o tipo de produtos lácteos, aragem dos campos e combustível para fertilizante, que o seu estatuto de "cuidadora" espontânea da humanidade cresceu ao ponto de ser identificada como uma figura quase maternal. Assim, enquanto a maioria dos hindús não adora a vaca, e as instruções escriturais contra o consumo de bife surgiram muito depois dos Vedas terem sido escritos, esta ainda ocupa um lugar de honra na sociedade Hindú. Diz-se que Krishna é tanto Govinda (pastor de vacas) como Gopala (protector de vacas), e que o assistente de Shiva é Nandi, o touro. Com a força no vegetarianismo (que é habitualmente seguido em dias religiosos ou ocasiões especiais até por Hindús comedores de carne) e a natureza sagrada da vaca, não admira que a maior parte das cidades santas e áreas na Índia tenham uma proibição sobre a venda de produtos de carne e haja um movimento entre os Hindús para banir a matança de vacas não só em regiões específicas como em toda a Índia.


Formas de Adoração: murtis e mantras

Contrário a crença popular, o hinduísmo prático não é politeístico nem estritamente monoteístico. A variedade de deuses e Avatares que são adorados pelos Hindus são compreendidos como diferentes formas da Verdade Unica, algumas vezes vistos como mais do que um mero Deus e um último terreno Divino (Brahman), relacionado mas não limitado ao monismo, ou um princípio monoteístico como Vishnu ou Shiva.

Acreditando na origem única como sem forma (nirguna brahman, sem atributos) ou como um Deus pessoal (saguna Brahman, com atributos), os hindus compreendem que a verdade única pode ser vista de forma variada por pessoas diferentes. O Hinduísmo encoraja seus devotos a descreverem e desenvolverem um relacionamento pessoal com sua deidade pessoal escolhida (ishta devata) na forma de Deus ou Deusa.

Enquanto alguns censos sustentam que os adoradores de uma forma ou outra de Vishnu (conhecido como Vaishnavs) são 80% dos hindus e aqueles de Shiva (chamados Shaivaites) e Shakti compõem o restante dos 20%, tais estatísticas provavelmente são enganadoras. A Maioria dos Hindus adoram muitos deuses como expressões variadas do mesmo prisma da Verdade. Entre os mais populares estão Vishnu (como Krishna ou Rama), Shiva, Devi (a Mãe de muitas deidades femininas, como Lakshmi, Saraswati, Kali e Durga), Ganesha, Skanda e Hanuman.

A adoração das deidades é geralmente expressa através de fotografias ou imagens (murti) que são ditas não serem o próprio Deus mas condutos para a consciência dos devotos, marcas para a alma humana que significam a inefável e ilimitada natureza do amor e grandiosidade de Deus. Eles são símbolos do príncipio maior, representado mas nunca presumido ser o conceito da própria entidade. Consequentemente, a maneira Hindu de adoração de imagens é uma forma de iconolatria, na qual as imagens são venerados como supostos símbolos da divindade, opostos a idolatria, geralmente imposta (erroneamente) aos hindus. Para mais detalhes sobre esta forma de adoração veja murti.


Mantra

Recitação e mantras originaram-se no hinduismo e são técnicas fundamentais praticadas até os dias de hoje. Muito da chamada mantra yoga, é realizada através de japa (repetições). Dizem que os mantras, através de seus significados, sons, e chanting style, auxíliam o sadhaka (aquele que prática) na obtenção de focus durante a meditação. Eles também são utilizados como uma expressão de amor a deidade, uma outra faceta da Bhakti yoga necessária para a compreensão de murti. Frequentemente eles oferecem coragem em momentos dificeis e são utilizados para a obtenção de auxílio ou para 'invocar' a força espiritual interior. As ultimas palavras de Mahatma Gandhi enquanto morria foi um mantra ao Senhor Rama: "Hey Ram!"

O mais representativo de todos os mantras Hindu é o famoso Gayatri Mantra:


Aum bhūrbhuvasvah | tat savitūrvareyam | bhargo devasya dhīmahi | dhiyo yo naha pracodayāt

Significa, literalmente: "Om! Terra, Universo, Galáxias (invocação aos três mundos). Que nós alcançemos a excelente glória de Savitr, o Deus. Que ele estimule os nossos pensamentos/meditações."

Uma boa explanação deste mantra pode ser encontrado aqui:


O mantra Gayatri é considerado o mais universal de todos os mantras hindus, e invoca o universal Brahman como um princípio de conhecimento e iluminação do sol primordial, mas somente em seu aspecto feminino. Muitos Hindus até os dias de hoje, seguindo uma tradição que permanece viva por pelo menos 5,000 anos, performam matinais ablutions as margens do rio sagrado (especialmente do Ganges. Conhecido como um mantra sagrado, é reverenciado como sendo a forma mais condensada do Conhecimento Divino (Veda). E governado pelo principio, Ma (Mother) Gayatri, também conhecido como Veda Mata (Ou a mãe dos Vedas ) e intimamente associado a Deusa do aprendizado e iluminação, Saraswati.

O maior objetivo da religião Védica é alcançar moksha, ou liberação, através da constante dedicação a Satya (Verdade) e uma eventual realização de Atman (Alma Universal). Não importa se atingido através de meditação ou puro amor, este objetivo universal é alcançado por todos. Deve ser observado que o hinduísmo é uma fé prática, e é incorporado em cada aspecto da vida. Acredita igualmente no temporal e no infinito, e somente encoraja perspectivas destes principios. O grande rishi (Hindu Santo) e também denominado como o samsaric (aquele que vive no samsara, i.e. plano temporal ou terrestre) aquele que sucede em um honesto e amável meio de vidadharmic é um jivanmukta (alma vivente liberta). As verdades fundamentais do Hinduísmo são melhores compreendidas nos Upanishadic dictum, Tat Twam Asi (Thou Art That), e na última aspiração como segue:

Aum Asato ma sad gamaya, tamaso ma jyotir gamaya, mrityor ma aamritaam gamaya

:"Aum Conduza-me da ignorância para a verdade, das trevas para a luz, da morte para a imortalidade."


Escrituras Sagradas do Hinduísmo

Muita da morfologia e filosofia lingüística inerente ao aprendizado do sânscrito está associada ao estudo dos Vedas e outros relevantes textos Hindus. Os textos Hindus apresentam diversos níveis de leitura: físico material, sutil ou supernatural. Engloba vários níveis de interpretação e compreensão. As escrituras hindus são divididas em duas categorias:

1 - Shruti- aquela que se escuta - oral -(i.e. revelação)

2 - Smriti- aquela que se recorda -escrita - (i.e. tradição, não revelação).

Para uma mais detalhada compreensão das escrituras Hindus, veja Escrituras do hinduísmo.

Vedas

Os Vedas são os textos mais antigos do hinduísmo. Eles também influenciaram o budismo, jainismo e sikhismo. Os Vedas contêm hinos, encantamentos e rituais da Índia antiga. Juntamente com o Livro dos Mortos, com o Enuma Elish, I Ching e o Avesta, eles estão entre os mais antigos textos religiosos existentes. Além de seu valor espiritual, eles também oferecem uma visão única da vida cotidiana na Índia antiga. Enquanto a maioria dos hindus provavelmente nunca leram os Vedas, a reverência por mais uma noção abstrata de conhecimento (Veda significa conhecimento) está profundamente impregnada no coração daqueles que seguem Veda Dharma.

Existem quatro Vedas:

Rig Veda, Sama Veda, Yajur Veda, Atharva Veda, Upanishads

Os Upanishads são denominados Vedanta porque eles contêm uma exposição da essência espiritual dos Vedas. Entretanto é importante observar que Upanishads são textos e Vedanta é filosofia. A palavra Upanishads significa 'sentar próximo ou perto' pois eles explicavam aos estudantes enquanto eles sentavam-se próximos aos mestres.

Os Upanishads mais precisamente organizaram a Doutrina Védica de auto-realização, yoga e meditação, karma e reencarnação, que eram veladas no simbolismo da antiga religião de mistérios. Os mais antigos Upanishads são geralmente associados a um Veda em particular, através da exposição de um Brahmana ou Aranyaka, enquanto os mais recentes não.

Formando o coração da Vedanta (Final dos Vedas), eles contêm a excessiva aerodinâmica de adoração aos deuses Védicos e capturam a essência do Rig Vedic dictum "A Verdade é Uma." Eles colocam a filosofia Hindu separada e acolhendo uma única e transcendente força imanente e inata na alma de cada ser humano, identificando o micro - e macrocosmo como Um. Podemos dizer que enquanto o Hinduísmo primitivo é fundamentado nos quatro Veda, o Hinduísmo Clássico, Yoga e Vedanta, Tantra correntes do Bhakti foram modelados com base nos Upanishads.


Puranas - Smriti

Os Puranas são considerados smriti; ensinamentos não escritos passados oralmente de uma geração a outra. Eles são distintos dos srutis ou ensinamentos em escritos tradicionais. Existem um total de 18 maior Puranas, todos escritos em forma de versos. E dito que estes textos foram escritos muito anteriormente ao Ramayana e Mahabharata.

Acredita-se que o mais antigo Purana provém de 300 a. C., e os mais recentes to 1300 - 1400 d.C. . Apesar de terem sido compostos em diferente períodos, todos os Puranas parecem ter sido revisados. Tal fato pode ser notado no fato de que todos eles comentam que o número de Puranas e 18. Os Puranas variam muito: o Skanda Purana é o mais longo com 81,000 versos, enquanto o Brahma Purana e o Vamana Purana são os mais curtos com 10,000 versos cada. O número total de versos em todos os 18 Puranas e 400,000.


As Leis de Manu

Manu é o legendário homem, o Adão dos hindus. As leis de Manu são uma coleção de textos atribuídos a ele.
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Bhagavad Gita

O Bhagavad Gita é considerado parte do Mahabharata (escrito em 400 ou 300 a.C.), é um texto central do Hinduísmo, um diálogo filosófico entre o deus Krishna e o guerreiro Arjuna. Este é um dos mais populares a acessíveis textos do Hinduísmo, e é de essencial importância para quem está interessado no Hinduísmo. O Gita discute altruismo, dever, devoção, meditação, integrando diferente partes da filosofia Hindu.

Veja Bhagavad Gita para explorar este texto.


O Ramayana e o Mahabarata

O Ramayana e o Mahabarata – são épicos nacionais da Índia. Eles provavelmente são os poemas mais longos escritos em todo o mundo. O Mahabharata é atribuído ao Sábio Vyasa, e foi escrito no período 540 - 300 a.C. O Mahabharata conta a lenda dos Bharatas, uma das tribos Aryan.

O Ramayana é atribuído ao poeta Valmiki, e foi escrito no primeiro século d.C., apesar de ser baseado em tradições orais que datam de seis ou sete séculos a.C..


Referências
Wikiquote
O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Hinduísmo.

1. Rigveda. Britannica Concise Encyclopedia
2. "Hinduism" on Microsoft Encarta Online

Ver também


Importantes Escrituras Hindus

* Bhagavad Gita
* Devi Mahatmya
* Mahabharata
* Ramayana
* Upanishads
* Vedanta Sutras
* Yoga Sutras
* Vedas

Links externos

* Arsha Vidya Gurukulam
* A Tribute To Hinduism
* Authentic Hinduism Encyclopedia
* Chinmaya International Foundation - The Maternal Ancestral Home of Shri AdhiSankaracharya and the Center for Advanced Sanskrit Research and Indology
* Chinmaya Mission
* Dharma Central
* Hindu.org
* Hindubooks.org
* Hinduism in Indonesia
* Hindukids.org
* Hindunet.org
* Hindu Students Council (primarily in the Americas, but with international chapters)
* Mandala Publishing: Award-winning Publisher of Hindu and Indian Spirituality-related books
* Panchmukha.org (Five Faces)
* Prapatti: Vaishnava site with downloadable shlokas
* Sanskrit site with comprehensive library of texts
* Saranam
* Satsang: Hindu Bhajan - Text and Audio
* Satsangh: Hindu Puja - Text and Audio
* ShivaShakti.com: Comprehensive Hindu Tantra site
* True History & Religion of India
* Vedanet.com: American Institute of Vedic Studies
* Vedanta.org
* Collection of free video clips of sacred Hindu dance-worship embodied in Bharatanatyam

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

NOVAS ROTINAS PARA SAUDE E LONGEVIDADE

OS PRINCÍPIOS DO AYURVEDA

O Ayurveda é parte integrante da literatura Védica, a mais remota escritura da humanidade. Os princípios do Ayurveda são pressupostamente imortais. Foram assimilados através da intuição direta dos antigos “rishis” (ascetas) em seus níveis próprios de entendimento e consciência.
O termo Ayurveda é formado por duas palavras do sânscrito: ayu, significando “vida”, e veda, significando conhecimento. Portanto, Ayurveda significa “conhecimento da vida”.
Os dois objetivos do Ayurveda são:
Prolongar a vida e promover a saúde perfeita (adicionando anos à vida e vida aos anos)
Erradicar completamente as doenças e disfunções do organismo
O Ayurveda enxerga o indivíduo como um todo e busca reestabelecer a harmonia entre todos os componentes da vida. A vida estabelecida em perfeito equilíbrio significa a saúde perfeita. O objetivo supremo do Ayurveda é desenvolver o mais alto nível de funcionamento tanto do corpo quanto da mente.
A definição do conceito de saúde dentro do Ayurveda é holística. Swastha (saúde) significa “estabelecido no ser”, o que deve ser entendido por ter a consciência de seu papel dentro das leis da natureza universal e única.
No Ayurveda, o foco inicial é equilibrar os três doshas (princípios primários da fisiologia).
A definição Ayurvédica de um indivíduo saudável é “Samadoshah, samagnish ca samadhatumalakriyah, prasannatmendriyamanah, swastha iti abhidhiyate*”, ou seja, aquele cujos doshas estão em equilíbrio, cujo apetite é bom. cujos tecidos do corpo estão funcionando normalmente, cujas funções excretoras estejam em perfeita função e aquele cuja consciência, mente e sentidos permanecem repletos de vigor.
*Sushrut Sutrasthanam 15, 41



ATRIBUTOS E FUNÇÕES DOS DOSHAS


VATA
Frio, Seco, Leve, Móvel, Ágil, Áspero...“Carrega” os outros doshas.
Representa as funções corporais relacionadas aos movimentos. Controla as atividades do sistema nervoso e o processo de eliminação.


PITTA
Quente,Levemente oleoso, Leve,Fluído,Penetrante.
Representa as funções corporais relacionadas ao calor e ao metabolismo. Governa as funções digestivas do organismo.


KAPHA
Frio, Pesado, Úmido/ oleoso, Doce,Firme/ constante,Vagaroso,Macio,Pegajoso
Representa as funções corporais relacionadas aos aspectos estruturais da fisiologia. É responsável pela força biológica, pela resistência natural dos tecidos e pela estrutura do corpo propriamente dita.

OS TRÊS DOSHAS

VATA (éter+ ar) PITTA ( água+fogo) Kapha( terra+água)


EFEITOS DO DOSHA EM EQUILÍBRIO
EFEITOS DO DOSHA EM DESEQUILÍBRIO
FATORES AGRAVANTES


VATA em equilíbrio:
- Exalação
- Mente clara e alerta
- Funcionamento perfeito dos intestinos e do trato urinário
- Formação correta de todos os tecidos do corpo
- Sono renovador
- Excelente vitalidade e imunidade

VATA em desequilíbrio
- Aspereza da pele
- Escurecimento da pele
- Emagrecimento
- Ansiedade
- Cansaço
- Preocupação
- Constipação intestinal
- Fraqueza
- Artrite
- Excesso de atividade
- Falta de sono
- Quedas, fraturas
- Tuberculose
- Supressão das necessidades fisiológicas
- Frio
- Medo
- Agitação
- Correria


PITTA em equilíbrio
- Pele lustrosa
- Entendimento
- Digestão perfeita
- Suavidade do corpo
- Perfeito equilíbrio dos mecanismos de calor e sede corporal
- Intelecto equilibrado
- Coragem

PITTA em desequilíbrio

- Pele amarelada
- Calor excessivo
- Sono insuficiente
- Digestão fraca
- Inflamações
- Doenças de pele
- Problemas de coração
- Úlceras
- Raiva
- Sol forte
- Sensações de queimação


KAPHA em equilíbrio
- Força
- Bom funcionamento das juntas
- Estabilidade da mente
- Dignidade
- Natureza afetuosa
- Capacidade de perdão
- Corpo forte e bem proporcionado
- Vitalidade

Kapha em desequilíbrio
Palidez
Frio, calafrios
Preguiça
Sono excessivo
Moleza
Asma
Aumento de peso
Fraqueza das juntas
Depressão
Dormir durante o dia



OS SETE TIPOS CONSTITUCIONAIS


MONODOSHA:
Vata
Pitta
Kapha

BIDOSHA:
Vata-Pitta (Pitta-Vata)
Vata-Kapha (Kapha-Vata)
Pitta-Kapha (Kapha-Pitta)

TRIDOSHA:
Vata-Pitta-Kapha


CARACTERÍSTICAS DE CADA TIPO



VATA


Constituição leve e magra
Realiza atividades rapidamente
Tendência à pele seca
Aversão ao frio
Fome e digestão irregulares
Aprende rapidamente
Memória curta
Tendência à preocupação
Tendência à constipação intestinal
Sono leve e interrompido

PITTA

Constituição mediana
Aversão ao calor
Fome voraz e digestão rápida
Dificuldade em pular refeições
Memória mediana
Tendência à irritabilidade
Temperamento explosivo
Preferência por alimentos e bebidas gelados e refrescantes
Pele e cabelos avermelhados
Bons oradores


KAPHA

Constituição larga e sólida
Força e resistência
Vagarosos
Pele oleosa e macia
Digestão lenta
Fome mediana
Personalidade tranqüila
Demora em aprender
Memória longa
Dificilmente irritável
Sono longo e profundo
Cabelo escuro e em abundância




OS SEIS “SABORES” E ALGUNS EXEMPLOS


DOCE: açúcar, leite, manteiga, arroz, pães, mel

SALGADO: sal

ADSTRINGENTE: feijão

PICANTE: pimentas, gengibre, cominho, alimentos bem temperados

ÁCIDO: iogurte, limão, queijo

AMARGO: espinafre e outras folhas escuras



“SABORES” x DOSHAS


AUMENTA VATA: adstringente, picante e amargo
DIMINUI VATA: doce, salgado e ácido

AUMENTA PITTA: salgado, ácido e picante
DIMINUI PITTA: doce, adstringente e amargo

AUMENTA KAPHA: doce, salgado e ácido
DIMINUI KAPHA: adstringente, picante e amargo


OS SEIS PRINCIPAIS ATRIBUTOS DOS ALIMENTOS E ALGUNS EXEMPLOS


PESADO: queijo, iogurte, trigo e derivados
LEVE: cevada, milho, espinafre, maçã

OLEOSO: laticínios, óleos, alimentos gordurosos
SECO: cevada, milho, batata, feijão

QUENTE: alimentos e bebidas quentes
FRIO: alimentos e bebidas frias


ALIMENTOS x DOSHAS

AUMENTA VATA: leve, seco e frio
DIMINUI VATA: pesado, oleoso e quente

AUMENTA PITTA: quente e leve
DIMINUI PITTA: frio e pesado

AUMENTA KAPHA: pesado, oleoso e frio
DIMINUI KAPHA: leve, seco e quente


OS DOSHAS E AS ESTAÇÕES


ESTAÇÃO VATA: fim do outono e inverno

ESTAÇÃO PITTA: segunda metade do verão e início do outono

ESTAÇÃO KAPHA: primavera


DIETA PACIFICADORA DE VATA


FAVORÁVEL

GERAL: maior quantidade de alimento, alimentos oleosos/ úmidos, alimentos e bebidas quentes, doce, salgado e ácido

LATICÍNIOS: todos

ADOÇANTES: açúcar, mel e melado

ÓLEOS: todos

GRÃOS: arroz, trigo

FRUTAS: uva, cereja, pêssego, melão, abacate, côco, banana, laranja, abacaxi, ameixa, morango, amora, framboesa, manga, mamão

VEGETAIS: beterraba, cenoura, aspargo, pepino, batata doce

TEMPEROS: pimenta do reino (quantidade moderada), canela, cardamomo, cominho, gengibre, sal, semente de mostarda, cravo

NOZES: todas

ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: frango, peru e frutos do mar

EVITAR OU REDUZIR

GERAL: dietas leves, alimentos secos, alimentos e bebidas frias, amargo, adstringente e picante

GRÃOS: cevada, milho, centeio, aveia

FRUTAS: maçã, pêra, romã, frutas secas

VEGETAIS: ervilha, folhas verdes escuras, brócolis, repolho, couve-flor, aipo, brotos, batata, vegetais crus

FEIJÕES: todos exceto tofu e dahl

ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: carne de vaca



DIETA PACIFICADORA DE PITTA


FAVORÁVEL

GERAL: alimentos e bebidas frias, líquidos, alimentos doces, amargo e adstringente

LATICÍNIOS: leite, manteiga e ghee

ADOÇANTES: todos exceto mel e melado

ÓLEOS: oliva e girassol

GRÃOS: trigo, arroz (exceto integral), cevada, aveia

FRUTAS: uva, cereja, melão, abacate, côco, laranja lima, abacaxi doce, ameixa doce, manga

VEGETAIS: aspargo, pepino, repolho, batata, batata doce, folhas verdes escuras, brócolis, couve-flor, aipo, brotos

FEIJÕES: soja, tofu

TEMPEROS: pimenta do reino (pequena quantidade), canela, cardamomo

ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: frango, peru

EVITAR OU REDUZIR

GERAL: alimentos e bebidas quentes, alimentos salgados, ácido e picantes

LATICÌNIOS: iogurte, queijo, creme de leite

ADOÇANTES: mel e melado

ÓLEOS: amêndoa, gergelim e milho

GRÃOS: milho, centeio, arroz integral

FRUTAS: azeitonas, mamão, pêssego, banana, laranja azeda, abacaxi azedo, ameixas azedas, grapefruit

VEGETAIS: pimentas, tomate, cenoura, beterraba, cebola, alho

TEMPEROS: gengibre, cominho, feno-grego, cravo, sal, pimentas, semente de mostarda

ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: carne de vaca, frutos do mar e gema de
Ovo


DIETA PACIFICADORA DE KAPHA


FAVORÁVEL

GERAL: dietas leves, alimentos secos, quentes, adstringentes, picantes e amargos

LATICÍNIOS: leite desnatado

ADOÇANTES: mel

GRÃOS: cevada, milho, centeio

FRUTAS: maçã, pêra

VEGETAIS: aspargo, beterraba, brócolis, batata, repolho, cenoura, couve-flor, aipo, folhas verde escuro

TEMPEROS: todos exceto sal

FEIJÕES: todos exceto tofu (soja)

ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: frango, peru

EVITAR OU REDUZIR

GERAL: grande quantidade de comida, alimentos gordurosos, alimentos e bebidas frias, alimentos doces, salgados e ácidos

LATICÍNIOS: iogurte, cremes, manteiga, leite integral

ADOÇANTES: açúcar, melado

ÓLEOS: todos exceto pequenas quantidades de amêndoa, milho, girassol ou gergelim

GRÃOS: trigo, arroz e aveia

FRUTAS: uva, melão, abacate, côco, figo, laranja, abacaxi, ameixa, mamão

VEGETAIS: tomate, pepino, batata doce

FEIJÕES: soja

TEMPEROS: sal

NOZES: todas

ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: frutos do mar, porco



PRINCÍPIOS GERAIS DE ALIMENTAÇÃO


1. Coma em um ambiente tranqüilo e silencioso. Não trabalhe, leia ou assista à televisão durante as refeições. Coma sempre sentado. Faça suas refeições nos mesmos horários todos os dias.

2. Não coma muito depressa nem muito devagar. Coma cerca de ¾ de sua capacidade. Não deixe a mesa faminto nem muito satisfeito.

3. Evite fazer uma nova refeição até que a anterior tenha sido digerida. Respeite um intervalo mínimo de 3 horas entre as refeições e máximo de 6h.

4. É permitido beber água ou suco durante a refeição. O leite não deve ser ingerido junto com pratos compostos por alimentos mistos (carne com vegetais e cereais etc). Beber leite puro ou com torradas, cereais ou alimentos doces. Dar um intervalo mínimo de 20 minutos para beber leite antes ou após uma refeição.

5. Em geral, a dieta deve ser balanceada de modo a conter todos os seis sabores. Qualquer especificidade deve seguir a sua constituição individual e a estação do ano vigente.

6. Em geral tendemos a comer espontaneamente de acordo com nossos desejos, que são mecanismos psicológicos para expressar o que nosso organismo precisa para alcançar o equilíbrio em determinada situação. Uma rotina que ignora completamente os desejos pode levar a um padrão de desequilíbrio.

7. Iogurte e queijos de qualquer tipo devem ser evitados à noite.

8. É preferível não cozinhar nem aquecer o mel.

9. Evitar bebidas geladas, pois estas interferem na digestão.

10. Após a refeição, repousar silenciosamente por alguns minutos antes de retomar qualquer atividade.


ROTINA DIÁRIA


MANHÃ

- Procure acordar cedo pela manhã
- Esvazie os intestinos e a bexiga
- Raspe a língua e escove os dentes
- Massageie com óleo a cabeça, o corpo e as solas dos pés
- Corte as unhas e faça a barba
- Faça gargarejo com um pouco de óleo de gergelim
- Tome banho
- Medite
- Faça um café da manhã leve
- Trabalhe ou estude

TARDE

- Almoço: balanceie sua dieta de acordo com sua constituição e a estação do ano vigente
- Descanse brevemente após o almoço
- Trabalhe ou estude
- Medite

NOITE

- Jantar: balanceie sua dieta de acordo com sua constituição e a estação do ano vigente
- Ande um pouco por 10 ou 15 minutos
- Faça alguma atividade relaxante e prazerosa
- Durma cedo

GERAL

- Faça os tratamentos de acordo com as indicações específicas para sua constituição
- Utilize os produtos específicos para seu dosha junto com as refeições
- Faça diariamente exercícios específicos para sua constituição e estação do ano vigente, respeitando um intervalo mínimo de 1 hora após as refeições e meia hora antes


MASSAGEM DIÁRIA


O objetivo da massagem ayurvédica diária é ajudar na prevenção do acúmulo de desequilíbrios fisiológicos e promover a lubrificação e a flexibilidade dos músculos, tecidos e juntas. Os textos clássicos do Ayurveda também sugerem que a massagem promove a suavidade e o lustro da pele, prolongando a juventude.

1. A menos que algum óleo específico tenha sido recomendado a você, utilize óleo de gergelim para sua massagem diária. Se não houver nenhuma disponibilidade de óleo de gergelim, você pode recorrer ao óleo de oliva ou côco como alternativa.

OBS: o óleo de gergelim, bem como os outros, são inflamáveis. Por isso, nunca devemos aquecê-los em fogo alto. Aquecer em banho-maria ou fogo baixo. Evite ausentar-se do ambiente enquanto o óleo estiver aquecendo. Não deixar que o óleo ultrapasse a temperatura ideal e deixá-lo esfriar gradualmente em lugar seguro.

2. Aqueça ½ copo de óleo até pouco mais que a temperatura do corpo. Comece a massagem pela cabeça. Espalhe um pouco de óleo nos dedos e na palma da mão e massageie o couro cabeludo vigorosamente. Procure sempre usar a mão espalmada ao invés das pontas dos dedos. A cabeça é uma das partes do corpo mais importantes de serem trabalhadas durante a massagem. Dedique um tempo proporcionalmente maior para esta área.

3. Gentilmente, aplique óleo na face e nas orelhas. Não é necessário massagear estas áreas vigorosamente.

4. Massageie tanto a parte da frente do pescoço quanto a nuca, bem como o alto da coluna cervical. Continue usando a mão espalmada e faça movimentos de “esfregar”.

5. Espalhe óleo pelo corpo todo e antes de massagear cada área. Isto irá permitir que o óleo fique o maior tempo possível com contato com o corpo.

6. Massageie os braços. O movimento ideal é subindo e descendo ao longo dos ossos que atravessam o braço longitudinalmente. Sobre as juntas, faça movimentos circulares. Não esqueça das mãos e dedos.

7. Caso necessário, aplique mais óleo no tórax e abdômen. Faça movimentos circulares no sentido horário no centro do peito. O ventre também deve receber movimentos circulares, respeitando o sentido do funcionamento dos intestinos (do lado esquerdo para o direito no sentido horário).

8. Massageie as costas e a coluna, mesmo que não consiga alcançar algumas áreas.

9. Massageie as pernas. Faça movimentos semelhantes aos dos braços: subindo e descendo acompanhando os ossos mais longos e fazendo movimentos circulares nas juntas.

10. Por último, massageie as solas dos pés, que também são considerados partes de extrema importância na massagem ayurvédica. Dedique bastante tempo a esta área. Use as mãos espalmadas para “esfregar” as solas vigorosamente.

Esta massagem diária deve durar aproximadamente 15 ou 20 minutos todas as manhãs. No entanto, se você não tiver este tempo disponível em algum dia, faça uma massagem mais breve. É preferível do que pular um dia de massagem. Depois que o hábito da massagem estiver incorporado à sua rotina diária, os benefícios farão com que este ato seja natural e permanente em sua vida.



COMO PREPARAR O GHEE


1. Utilize uma panela de ferro, cobre, inox ou vidro. Não utilize panelas forradas por Tefal.
2. Utilize fogo baixo – o mais baixo possível. Cuide para que a manteiga não queime durante o processo.
3. Neste processo, a água irá evaporar (aproximadamente 20% da manteiga é composta de água, mas este valor irá depender de sua qualidade) e partículas de leite irão se depositar tanto na superfície quanto no fundo da panela.
4. Remova a panela do fogo assim que os depósitos de leite se tornarem cor de caramelo e o líquido estiver completamente límpido. Neste ponto, o ghee tem um cheiro muito parecido com o de pipoca e pequenas bolhas sobem do fundo da panela para a superfície.
5. Coe o ghee ainda quente com uma peneira extremamente fina ou com um coador de café ou com uma peneira comum forrada com uma folha de papel toalha.
6. Não é necessário armazenar em geladeira. O ghee se tornará pastoso ou sólido dependendo da temperatura ambiente, mas se torna líquido facilmente mediante pequeno aquecimento.

OBS: Tome bastante cuidado ao manusear líquidos quentes, principalmente porque o ghee não deixa de ser um óleo. Evite se ausentar do ambiente durante o preparo.